Esta foto é de Joel Santos e demonstra bem o que este excelente fotógrafo é capaz de fazer. Mas para além de fotógrafo é também um excelente formador, onde todas as recomendações e o ’saber fazer’ fluem para os participantes dos seus Workshops, fomentados pela Papa-Léguas.
Para quem gosta de tirar fotografias de natureza ao ar livre depara-se frequentemente com a avaliação e gestão da luz, ou seja, como as propriedades desta (intensidade, densidade, temperatura de cor, direcção, concentração ou difusão do feixe de luz), a hora do dia, as condições atmosféricas e clima, afectam os alvos a fotografar.
Para alguns de nós, uma grande parte destas questões são tratadas no contexto do pós-click, recorrendo a software de tratamento de imagem (Photoshop, Lightroom, Aperture, Gimp, etc.); para outros, torna-se mais simples esboçar o que se pretende e criar ou manipular o ambiente e a luz, no contexto do pré-click.
Nos bons velhos tempos das câmaras fotograficas manuais, os comandos destas resumiam-se a um selector de velocidade, um de sensibilidade (ISO) e nas objectivas o anel de aberturas, e pouco mais.
E era tudo o que era necessário para definir uma exposição correcta, em conformidade com a leitura de um fotómetro. Era natural que qualquer fotografo soubesse quais os valores standard dos passos (ou stops) para a abertura e velocidade, pois esses stops evoluiam na respectiva escala de 1 em 1 EV (Exposure Value) e estavam à vista.
Não era preciso nenhum GPS para navegar em infindáveis menus!
Nas últimas três décadas do século XX assistiu-se a uma tendência para simplificar estas coisas, dotando as câmaras de automatismos para tudo, e os selectores foram sendo alterados de forma progressiva, tendo cada vez mais símbolos ou figuras (ícones) em vez de números.
Agora alguns fotografos amadores menos experientes conhecem os vários (ou alguns) dos programas ‘avançados’ das suas camâras, mas desconhecem quais as escalas de valores standard aplicados à velocidade do obturador, abertura e sensibilidade do filme/ganho do sensor de imagem (ISO).
Este artigo destina-se a todos os utilizadores de câmaras digitais reflex, mais conhecidas por D-SLR, ou aos ainda recentes donos de câmaras Micro Quatro-Terços, como a Panasonic Lumix G1, onde as objectivas intermutáveis passam a ser suportadas por máquinas mais compactas que as standard D-SLR, devido à ausência de espelho e pentaprisma (ver http://www.dpreview.com/reviews/panasonicdmcg1/ ).
Já muito foi escrito sobre os prós e os contras da exploração da tecnologia digital e já muita ‘poeira’ foi levantada sobre estas matérias. Poeiras essas e outras que invariávelmente entram na sua câmara e contaminam o sensor CCD/CMOS (ou melhor, o filtro IR/Low Pass que o cobre), o espelho, o painel de focagem, a câmara interna, etc.
Isto quando não são as manchas provocadas por água (condensação, gotas) ou por lubrificantes vaporizados expelidos pelos mecanismos internos (espelho, sistema ultrasónico de limpeza, anti-shaking no sensor, por ambientes poluidos, etc.
Ao longo do tempo tudo se acumula e mais tarde ou mais cedo começa a notar artefactos (pontos negros ou riscos) e manchas nas suas fotos, ou até mesmo falta de definição quando olha pelo visor.
Se não sabe do que falo é melhor guardar este link nos seus favoritos; vai precisar…
Para aqueles que já sabem que não estou a ser pessimista e agoirento, continuem a ler…
Nem toda a gente conhece a eficácia do flash incorporado da sua câmera fotográfica e, por isso mesmo, são muitos os desiludidos com os resultados. Até mesmo alguns fotógrafos amadores ficam descontentes, pois consideram que o flash é um “bicho difícil de domar” e difícil de o levar a fazer o que se quer.